quinta-feira, 23 de junho de 2011

RELATÓRIO - VIAGEM AO BAIRRO INDUSTRIAL (ARACAJU/SE)
Temas de História de Sergipe II
Aos 18 dias do mês de junho de 2011, os alunos da UAB, do curso de Licenciatura em História, na modalidade a distância, do polo de Poço Verde/Se, atendendo a uma proposta da disciplina Temas de História de Sergipe II, organizaram uma excursão até a cidade de Aracaju - a capital sergipana, a fim de realizar visitas a alguns lugares da região, mais especificamente o Bairro Industrial, a Praia/cemitério dos Náufragos, com o intuito de entender as mudança da capital de Sergipe no contexto do processo de formação da sociedade sergipana e nos acontecimentos da história do Brasil.
Por motivos de problemas mecânicos no transporte, infelizmente, assim como aconteceu na excursão a Laranjeiras ocorreu um desencontro dos alunos do pólo com o professor Antônio Lindvaldo e as duas tutoras à distância, bem com os outros alunos dos demais polos. Apesar desse transtorno durante a procura ao professor tivemos o prazer de conhecermos a arquitetura do bairro e a colina de Santo Antonio, esta nos deu uma visão privilegiada dos trechos que separa o antes e o depois da formação da capital idealizada pela elite sergipana.
FOTO 1: Grupo de alunos (Pólo Poço Verde)
em visita a colina do Santo Antonio


FOTO 2: Arquitetura/casa da Colina Santo Antonio

 Ao chegarmos embaixo da ponte do Bairro Industrial o professor Lindvaldo junto com professor Luiz, este ultimo não sabíamos que também estaria no encontro, estavam elencando dados importantes sobre o pensamento da elite no tocante a modernização da cidade. Onde no inicio da formação da capital o bairro Industrial era uma área valorizada pela elite, contudo, após certo tempo com advento da proletarização do bairro a elite passou a busca outras áreas para que existisse a separação da classe operaria da elitizada. Um exemplo disso foi o morro do Bonfim (atualmente e a área que se localiza a rodoviária velha e o Bompreço, por exemplo) que no inicio da modernização era uma área ocupada pela classe desprivilegiada e com a expansão todos os casebres daquela região foram demolidos para dá lugar a o que a elite denominava de “Modernidade”. 
FOTO 3: Prof. Lindvaldo fazendo explanação do tema
No tocante as relações sociais o professor salientou que os coronéis procuravam ditar certas regras, isto ocasionava atritos com outras autoridades, exemplo, o poder judiciário. Entre as contradições do discurso modernizador estava a questão da segurança, onde a policia protegia as grandes propriedades em detrimento da população.
Posteriormente, o professor Luiz, frisou que o Bairro Industrial não era somente um local dedicado ao trabalho, mas também a momentos de lazer, por exemplo, a prática de esportes como o futebol. O que deu origem a um dos times tradicionais do futebol sergipano, o Confiança - o time do proletariado. Na sequência ele fez um relato digno de um historiador: para ele as pessoas costumam não valorizar a sua própria história, no caso de Sergipe o discurso modernizador contribuiu bastante para que isto acontecesse. Diversos grupos culturais e etnias que vieram para a capital, no inicio da sua formação foram deixados de fora da historia para dar lugar a história da elite. Até mesmo em nível nacional a historia do sudeste e supra valorizada em detrimento das historias de outras regiões, exemplo, a do Nordeste.   
FOTO 4: Prof. Luiz fazendo explanação do tema
Logo após, fomos liberados para que pudéssemos almoçar, percorremos o trajeto da ponte ao mercado municipal, onde os alunos tiraram fotos do rio e de alguns prédios das antigas fábricas.
FOTO 5: Fábricas no Bairro Industrial
FOTO 6: Fábricas no Bairro Industrial

Às 14 horas, todos se reuniram no mercado, no ponto dos beijus de tapioca. De lá o professor orientou o grupo que se dirigisse a passarela do caranguejo. Da passarela do caranguejo o professor nos guiou até a praia dos náufragos, local onde junto com professor Luiz situou a capital sergipana na historia do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Eles ressaltaram que no período de guerra toda costa sergipana se tornou uma área militarizada e que apesar do temor dos moradores daquela região, os mesmos se apropriavam de pertences das pessoas que chegavam mortas ao litoral, o que fez com que os dirigentes da elite dispersassem a população que vivia naquela área.
FOTO 7: Prof. Luiz fazendo explanação a cerca da capital
sergipana no contexto da Segunda Guerra Mundial.


Em seguida, o professor Lindvaldo iria nos conduzir até o cemitério dos náufragos, mas por motivos de problemas no carro do mesmo, o professor Luiz assumiu esta tarefa. Na visita ao cemitério o professor Luiz salientou que aquele monumento foi construído durante a ditadura militar, em 1972, onde o regime para camuflar ou justificar as atrocidades procurava resgatar fatos históricos que exaltasse o “nacionalismo”.
FOTO 8: Monumento no cemitério dos Naufragos


FOTO 9: Placa em homenagem aos mortos, justicando
as atrocidades acontecidas no passado.


domingo, 29 de maio de 2011

APRESENTAÇÃO DOS DISCENTES (PÓLO POÇO VERDE/SE)

                O presente relatório apresentado a tutora Maria José de Lima, na disciplina Temas de História de Sergipe II, coordenada pelo Professor Dr. Antônio Lindvaldo Souza do Centro de Educação e Ensino Superior da Universidade Federal de Sergipe, contando com a participação dos discentes do pólo de Poço Verde:
                   ANA PAULA DE JESUS SANTANA SANTOS
                   ANTONIO JOSÉ DOS SANTOS JUNIOR
                   JOANA ANGÉLICA NOGUEIRA DE SOUZA
                   SILVIA MARIA DE SANTANA
                   WANDERLAN FONTES DOS SANTOS

APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO

         RELATÓRIO - VIAGEM A LARANJEIRAS - SANTO AMARO DAS BROTAS - ENGENHO PEDRAS (MARUIM)
Temas de História de Sergipe II
I - A CIDADE DE  LARANJEIRAS 

           Aos 28 dias do mês de maio de 2011, os alunos da UAB, do curso de Licenciatura em História, na modalidade a distância, do polo de Poço Verde / Se, atendendo a uma proposta da disciplina Temas de História de Sergipe II, organizaram uma excursão até a cidade de Laranjeiras / Se, afim de realizar visitas a alguns lugares da região, bem como conhecer a sua história viva.
          Por motivos de falta de informações entre a Secretária de Educação do município de Poço Verde e o Secretário de transportes houve um atraso considerável dos alunos do pólo, o que ocasionou um desencontro com os alunos dos outros pólos, bem como com o professor Antònio Lindvaldo e as duas tutoras à distância que se encontravam também na realização dessa atividade. Esse fato acabou atrapalhando o grupo no tocante ao acompanhamento do início dos trabalhos, já que, ao chegarmos na cidade de Laranjeiras ainda tivemos que buscar informações sobre o local exato onde estariam sendo realizados os mesmos.
          Ao chegarmos na Igreja de Camarandoba, um grupo de alunos do curso de História da UFS, da modalidade presencial já havia iniciado o seminário de apresentação de temas relacionados a história de Laranjeiras, e deu apenas para o grupo perceber que eles trataram do contexto histórico da região, a sua ascensão econômica trazida graças à produção da cana de açúcar que trouxe para a região vários intelectuais, jornais da época que defendiam a abolição da escravatura. Essa contextualização foi feita até o período da sua decadência comercial. Percebeu-se que, a todo momento, o professor Lindvaldo fazia considerações que complementavam o tema abordado, enriquecendo ainda mais o trabalho.
          Posteriormente, o professor orientou que os presentes no local poderiam tirar fotos, momento em que todos os presentes puderam ter acesso mais de perto à riqueza histórica da igreja a qual foi construída ainda no século XVIII, com seu belo altar, com peças antigas e muito bem conservadas. O grupo pode também perceber na área externa a posição geográfica da cidade de Laranjeiras, a qual era estratégica para sua defesa de ataques de povos inimigos, como por exemplo, os holandeses durantes o período colonial. Tivemos um intervalo para o almoço para depois então retornarmos às discussões.
FOTO 1: Vista Frontal - Igreja Camarandoba
FOTO 2: Interior da Igreja de Camarandoba (Apresentação
Seminário Alunos Presencial do Curso de HIstória
FOTO 3: Igreja de Camarandoba - Detalhes da Arquitetura
FOTO 4: Igreja Camarandoba - Detalhes da Arquitetura
           Às 14 horas, todos se reuniram com o professor que passou a fazer algumas considerações sobre a cidade de Laranjeiras, relacionando-as com os conteúdos estudados no livro Temas de História de Sergipe II, o que proporcionou aos presentes um maior entendimento a respeito dos conteúdos estudados. Foi explanado pelo professor Lindvaldo que Laranjeiras desenvolve-se na região do Vale do Cotinguiba,e no final do século XVIII e início do século XIX houve um desenvolvimento econômico nessa região, trazida pela grande produção de cana de açúcar, e esse desenvolvimento reflete nas Igrejas e casarões da cidade.
Foto 5: Área da Feira

Foto 6: O Trapiche

               O professor complementa que Laranjeiras era um projeto de cidade idealizado pelo período colonial, daí a sua localização se dá numa região acidentada, para servir de fortaleza contra ataques de povos inimigos. O projeto republicano já previa uma cidade planejada, como a de Aracaju, como foi visto no conteúdo estudado no livro. Pelo seu desenvolvimento econômico, social e cultural Laranjeiras era mais cotada para ser considerada capital do que a própria São Cristóvão.

Foto 7: Calçadão no Centro de Laranjeiras
Foto 8: Prédio deteriorado conforme a ação do tempo
               É visível notar que atualmente algumas áreas não são preservadas, não somente em suas construções, mas também na preservação do próprio meio ambiente, exemplo disso é o Morro do Bonfim, que se continuar sendo desmatado poderá ameaçar a igreja ali localizada.  Com a implantação do Campus da UFS na cidade estão havendo projetos de restauração de alguns lugares da cidade.
Foto 9: Prédio em Reforma
              A educação patrimonial é de extrema importância para se manter viva a cultura e a história do lugar e infelizmente percebe-se que em algumas áreas da cidade ela não foi privilegiada, havendo assim a substituição de pedras originais por paralelepípedo.
Foto 10: Prédio da Câmara Municipal

               Ao continuarmos andando pelas ruas da cidade, o professor Lindvaldo, corroborando com o exposto no livro texto, explica que o desenvolvimento da cidade se dá na área comercial, onde se dá o escoamento da produção da cana de açúcar. Todas as sacas contendo o açúcar chegam nessa área, onde hoje é o Centro de Tradições, o Trapiche, onde todo o açúcar que ia para o porto de Salvador saía dessa área. O centro comercial se dá na área mais baixa da cidade. Continuando o passeio pelas ruas estreitas da cidade, foi explicado que no seu auge a cidade de Laranjeiras conseguiu um desenvolvimento econômico que só perdia para Aracaju.
Foto 11: Prédio do Campus de Laranjeiras

Foto 12: Foto da Maçonaria
II - A CIDADE DE SANTO AMARO DAS BROTAS
             Saindo de Laranjeiras, nos deslocamos até a cidade de Santo Amaro das Brotas, onde outro grupo de alunos realizou um seminário na praça da cidade, que tratava sobre como se deu a colonização da região como um dos núcleos de povoamento estudado no livro texto, e que se desenvolve graças ao grande número de engenhos, onde hoje, a sua grande maioria por não terem sido preservados se encontra em ruínas. Os alunos propiciaram aos presentes uma maior compreensão sobre a história de Santo Amaro das Brotas, através de como se deu o seu desenho da sua ocupação territorial. Frisaram que um dos principais motivos para decadência deste município além da transferência de seu prestigio para Laranjeira foram as sucessivas más administrações.
Foto 13: Igreja Matriz de Santo Amaro das Brotas
Foto 14: Alunos do Curso Presencial de História, apresentando
o Seminário "Séculos de Colonização: Santo Amaro das Brotas"

III - O ENGENHO PEDRAS (MARUIM/SE)
          Continuando a nossa excursão, nos deslocamos até o Engenho Pedras, localizado na cidade de Maruim onde, infelizmente por ser uma área particular, pertencente à família Franco, não nos foi permitido filmar ou fotografar o local, não havendo nesse relatório nenhum registro fotográfico desse lugar.
          No interior da capela, talvez o único lugar preservado do antigo engenho, o último grupo realizou um seminário sobre a sua história, onde houve uma explanação de dados referentes ao auge da produção da cana de açúcar nessa região, bem como os escravos do engenho eram tratados de forma diferenciada dos escravos dos demais engenhos,por exemplo,  moravam em pequenas casas e usavam vestimentas de tecidos de boa qualidade, fato explicado por ser um período de proibição do trafico negreiro, ou seja, momentos que antecedia a abolição da escravatura. Fazendo com que um escravo custasse muito caro, sendo assim era necessário certos cuidados com os mesmos. Vale ressaltar que este tipo de comportamento por parte do dono do engenho pedras seguia uma lógica comercial e não humana. Pois ao disponibilizar moradias para seus escravos (casais de escravos) viabilizava ainda mais a reprodução dos mesmos (aumentando a mão de obra). Vale salientar, também que apesar do tratamento diferenciado as fugas eram frequentes. Um fato curioso foi observado: os casebres que antes eram utilizadas pelos escravos, hoje abrigam varias famílias, diante deste fato uma pergunta foi elaborada- será que algumas pessoas que ali residem são descendentes de escravos?
           Percebe-se visivelmente o descaso com que o Engenho Pedras foi e é tratado, onde a Casa Grande e os demais locais existentes nele estão em ruínas. Esse fato entristece-nos enquanto futuros historiadores, pois nos mostra o quanto será cada vez mais raro, por causa de algumas pessoas influentes no nosso meio social, estudar e conhecer a nossa história e toda a sua riqueza.
          Terminado esse trabalho nos resta perceber o quanto patrimônio, identidade e memória cultural sofrem o descaso das autoridades a quem poderiam cuidar. Essa excursão nos fez entender o quão gratificante é o entendimento sobre o nosso passado para podermos valorizá-lo e na medida do possível, preservá-lo. Para nós alunos do curso a distância, foi de extrema importância essa vivência com o professor da disciplina, tutores e demais alunos do curso para nos sentirmos verdadeiramente pesquisadores para podermos atuar de forma mais consistentes dentro da sociedade em que estamos inseridos.

Foto 15: Engenho Pedras
FONTE: http://maruim.zip.net/

Foto 16: Engenho Pedras
FONTE: http://maruim.zip.net/

IV - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

SOUZA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2007.