RELATÓRIO - VIAGEM A LARANJEIRAS - SANTO AMARO DAS BROTAS - ENGENHO PEDRAS (MARUIM)
Temas de História de Sergipe II
I - A CIDADE DE LARANJEIRAS
Aos 28 dias do mês de maio de 2011, os alunos da UAB, do curso de Licenciatura em História, na modalidade a distância, do polo de Poço Verde / Se, atendendo a uma proposta da disciplina Temas de História de Sergipe II, organizaram uma excursão até a cidade de Laranjeiras / Se, afim de realizar visitas a alguns lugares da região, bem como conhecer a sua história viva.
Aos 28 dias do mês de maio de 2011, os alunos da UAB, do curso de Licenciatura em História, na modalidade a distância, do polo de Poço Verde / Se, atendendo a uma proposta da disciplina Temas de História de Sergipe II, organizaram uma excursão até a cidade de Laranjeiras / Se, afim de realizar visitas a alguns lugares da região, bem como conhecer a sua história viva.
Por motivos de falta de informações entre a Secretária de Educação do município de Poço Verde e o Secretário de transportes houve um atraso considerável dos alunos do pólo, o que ocasionou um desencontro com os alunos dos outros pólos, bem como com o professor Antònio Lindvaldo e as duas tutoras à distância que se encontravam também na realização dessa atividade. Esse fato acabou atrapalhando o grupo no tocante ao acompanhamento do início dos trabalhos, já que, ao chegarmos na cidade de Laranjeiras ainda tivemos que buscar informações sobre o local exato onde estariam sendo realizados os mesmos.
Ao chegarmos na Igreja de Camarandoba, um grupo de alunos do curso de História da UFS, da modalidade presencial já havia iniciado o seminário de apresentação de temas relacionados a história de Laranjeiras, e deu apenas para o grupo perceber que eles trataram do contexto histórico da região, a sua ascensão econômica trazida graças à produção da cana de açúcar que trouxe para a região vários intelectuais, jornais da época que defendiam a abolição da escravatura. Essa contextualização foi feita até o período da sua decadência comercial. Percebeu-se que, a todo momento, o professor Lindvaldo fazia considerações que complementavam o tema abordado, enriquecendo ainda mais o trabalho.
Posteriormente, o professor orientou que os presentes no local poderiam tirar fotos, momento em que todos os presentes puderam ter acesso mais de perto à riqueza histórica da igreja a qual foi construída ainda no século XVIII, com seu belo altar, com peças antigas e muito bem conservadas. O grupo pode também perceber na área externa a posição geográfica da cidade de Laranjeiras, a qual era estratégica para sua defesa de ataques de povos inimigos, como por exemplo, os holandeses durantes o período colonial. Tivemos um intervalo para o almoço para depois então retornarmos às discussões.
| FOTO 1: Vista Frontal - Igreja Camarandoba |
| FOTO 2: Interior da Igreja de Camarandoba (Apresentação Seminário Alunos Presencial do Curso de HIstória |
| FOTO 3: Igreja de Camarandoba - Detalhes da Arquitetura |
| FOTO 4: Igreja Camarandoba - Detalhes da Arquitetura |
Às 14 horas, todos se reuniram com o professor que passou a fazer algumas considerações sobre a cidade de Laranjeiras, relacionando-as com os conteúdos estudados no livro Temas de História de Sergipe II, o que proporcionou aos presentes um maior entendimento a respeito dos conteúdos estudados. Foi explanado pelo professor Lindvaldo que Laranjeiras desenvolve-se na região do Vale do Cotinguiba,e no final do século XVIII e início do século XIX houve um desenvolvimento econômico nessa região, trazida pela grande produção de cana de açúcar, e esse desenvolvimento reflete nas Igrejas e casarões da cidade.
| Foto 5: Área da Feira |
| Foto 6: O Trapiche |
O professor complementa que Laranjeiras era um projeto de cidade idealizado pelo período colonial, daí a sua localização se dá numa região acidentada, para servir de fortaleza contra ataques de povos inimigos. O projeto republicano já previa uma cidade planejada, como a de Aracaju, como foi visto no conteúdo estudado no livro. Pelo seu desenvolvimento econômico, social e cultural Laranjeiras era mais cotada para ser considerada capital do que a própria São Cristóvão.
É visível notar que atualmente algumas áreas não são preservadas, não somente em suas construções, mas também na preservação do próprio meio ambiente, exemplo disso é o Morro do Bonfim, que se continuar sendo desmatado poderá ameaçar a igreja ali localizada. Com a implantação do Campus da UFS na cidade estão havendo projetos de restauração de alguns lugares da cidade.
A educação patrimonial é de extrema importância para se manter viva a cultura e a história do lugar e infelizmente percebe-se que em algumas áreas da cidade ela não foi privilegiada, havendo assim a substituição de pedras originais por paralelepípedo.
Ao continuarmos andando pelas ruas da cidade, o professor Lindvaldo, corroborando com o exposto no livro texto, explica que o desenvolvimento da cidade se dá na área comercial, onde se dá o escoamento da produção da cana de açúcar. Todas as sacas contendo o açúcar chegam nessa área, onde hoje é o Centro de Tradições, o Trapiche, onde todo o açúcar que ia para o porto de Salvador saía dessa área. O centro comercial se dá na área mais baixa da cidade. Continuando o passeio pelas ruas estreitas da cidade, foi explicado que no seu auge a cidade de Laranjeiras conseguiu um desenvolvimento econômico que só perdia para Aracaju.
| Foto 11: Prédio do Campus de Laranjeiras |
II - A CIDADE DE SANTO AMARO DAS BROTAS
Saindo de Laranjeiras, nos deslocamos até a cidade de Santo Amaro das Brotas, onde outro grupo de alunos realizou um seminário na praça da cidade, que tratava sobre como se deu a colonização da região como um dos núcleos de povoamento estudado no livro texto, e que se desenvolve graças ao grande número de engenhos, onde hoje, a sua grande maioria por não terem sido preservados se encontra em ruínas. Os alunos propiciaram aos presentes uma maior compreensão sobre a história de Santo Amaro das Brotas, através de como se deu o seu desenho da sua ocupação territorial. Frisaram que um dos principais motivos para decadência deste município além da transferência de seu prestigio para Laranjeira foram as sucessivas más administrações.
| Foto 13: Igreja Matriz de Santo Amaro das Brotas |
| Foto 14: Alunos do Curso Presencial de História, apresentando o Seminário "Séculos de Colonização: Santo Amaro das Brotas" |
III - O ENGENHO PEDRAS (MARUIM/SE)
Continuando a nossa excursão, nos deslocamos até o Engenho Pedras, localizado na cidade de Maruim onde, infelizmente por ser uma área particular, pertencente à família Franco, não nos foi permitido filmar ou fotografar o local, não havendo nesse relatório nenhum registro fotográfico desse lugar.
No interior da capela, talvez o único lugar preservado do antigo engenho, o último grupo realizou um seminário sobre a sua história, onde houve uma explanação de dados referentes ao auge da produção da cana de açúcar nessa região, bem como os escravos do engenho eram tratados de forma diferenciada dos escravos dos demais engenhos,por exemplo, moravam em pequenas casas e usavam vestimentas de tecidos de boa qualidade, fato explicado por ser um período de proibição do trafico negreiro, ou seja, momentos que antecedia a abolição da escravatura. Fazendo com que um escravo custasse muito caro, sendo assim era necessário certos cuidados com os mesmos. Vale ressaltar que este tipo de comportamento por parte do dono do engenho pedras seguia uma lógica comercial e não humana. Pois ao disponibilizar moradias para seus escravos (casais de escravos) viabilizava ainda mais a reprodução dos mesmos (aumentando a mão de obra). Vale salientar, também que apesar do tratamento diferenciado as fugas eram frequentes. Um fato curioso foi observado: os casebres que antes eram utilizadas pelos escravos, hoje abrigam varias famílias, diante deste fato uma pergunta foi elaborada- será que algumas pessoas que ali residem são descendentes de escravos?
Percebe-se visivelmente o descaso com que o Engenho Pedras foi e é tratado, onde a Casa Grande e os demais locais existentes nele estão em ruínas. Esse fato entristece-nos enquanto futuros historiadores, pois nos mostra o quanto será cada vez mais raro, por causa de algumas pessoas influentes no nosso meio social, estudar e conhecer a nossa história e toda a sua riqueza.
Terminado esse trabalho nos resta perceber o quanto patrimônio, identidade e memória cultural sofrem o descaso das autoridades a quem poderiam cuidar. Essa excursão nos fez entender o quão gratificante é o entendimento sobre o nosso passado para podermos valorizá-lo e na medida do possível, preservá-lo. Para nós alunos do curso a distância, foi de extrema importância essa vivência com o professor da disciplina, tutores e demais alunos do curso para nos sentirmos verdadeiramente pesquisadores para podermos atuar de forma mais consistentes dentro da sociedade em que estamos inseridos.
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| Foto 15: Engenho Pedras FONTE: http://maruim.zip.net/ |
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| Foto 16: Engenho Pedras FONTE: http://maruim.zip.net/ |
IV - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SOUZA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2007.


Através do relatório de vocês foi perceptível que detiveram atenção ao que foi abordado pelos professores. Só senti falta de uma maior abordagem ao projeto modernizador, seu significado. Quanto a presença do professor Luis, esta estava mencionada no nosso projeto. A ida do grupo a colina foi pertinente porque essa é a impressão que temos mesmo, claro que depois que estudamos sobre esse projeto da elite em separar-se do povão. Gostei também da disposição das imagens no blog.Muito bem!!!
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